Roberto Frizzo tem uma grande
responsabilidade nas mãos e não quer dividi-la com ninguém. O
vice-presidente comanda o futebol do Palmeiras sem a presença de um
diretor e dispensa ajuda. Gosta de estar sozinho. Mas seu estilo
“mandão” já encontra resistência no clube e põe em xeque até o seu
poder.
Frizzo resume em poucas palavras sua
opinião sobre a nomeação de um diretor de futebol, que ainda não foi
escolhido pelo presidente Arnaldo Tirone. "Sou filho e neto único, me
acostumei a ficar sozinho", disse. "Se um dia eu sentir a necessidade,
procuro um companheiro, que pode ser um conselheiro. Mas não acho que
isso vai acontecer", completou.
O dirigente justifica seu pensamento
centralizador pela dedicação integral ao clube. Apesar de ter outros
negócios como a lanchonete Frevinho, em São Paulo, ele diz que já estão
encaminhados e hoje seu foco é o futebol.
"Se somarem o tempo que os três últimos
diretores de futebol ficaram no clube trabalhando, não dá o mesmo tempo
que eu fiquei até hoje. É muito difícil em um clube grande existir quem
dedique tanto tempo como eu. É o dia inteiro", afirmou.
A postura centralizadora não agrada a
todos e já influencia as atitudes de Tirone. O mandatário alviverde
sofre pressões de alas descontentes com o estilo do vice e abre brechas
para que uma outra força surja no clube. O estatuto prevê a nomeação de
um diretor de futebol, e o presidente é cobrado para escalar alguém que
consiga dialogar mais com jogadores e comissão técnica.
Um exemplo que ilustra a situação tem sido
a contratação do argentino Alejandro Martinuccio. Assim como em outros
casos, o presidente ouviu alguns conselheiros mais próximos e tocou a
negociação sem a interferência do homem forte do futebol. Depois apenas o
comunicou que decidira contratar o atleta. O reforço deve ser anunciado
oficialmente em breve.

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